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domingo, 7 de junho de 2009

Diferenças entre fundos DI e Renda Fixa

Trechos tirados de um artigo do UOL, de autoria de Sophia Camargo (http://economia.uol.com.br/financas/investimentos/2009/06/05/ult5346u189.jhtm):

Referenciados DI

Os fundos referenciados DI são investimentos considerados conservadores e costumam ser usados para proteger o patrimônio do investidor, pois são atrelados à taxa de juros interbancária, o chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que por sua vez acompanha a variação da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

Quando a Selic aumenta, o rendimento do fundo DI sobe; quando a Selic cai, o mesmo ocorre com o fundo DI. Como estamos em um processo de queda da taxa de juros, a rentabilidade dos fundos DI tende a cair também.

As regras da CVM (Câmara de Valores Mobiliários), que regulamenta o setor de fundos, são bem rígidas quando se trata de fundos referenciados. Estes devem conter na sua denominação o seu indicador de desempenho (no caso, o CDI), e devem atender todas as seguintes condições: ter no mínimo 80% de seu patrimônio líquido em títulos emitidos pelo Tesouro Nacional ou Banco Central ou títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de crédito, com certificação por agência de classificação de risco localizada no País (por exemplo, CDB de grandes bancos).

Além disso, 95% da carteira destes fundos deve ser composta por ativos que visem acompanhar a variação desse indicador de desempenho. A atuação no mercado de derivativos também deve ficar restrita a operações que tenham objetivo de proteger as posições.

Renda Fixa

Pelas regras da CVM, os chamados fundos de renda fixa devem possuir 80% da carteira em ativos relacionados diretamente aos principais fatores de risco da carteira que podem ser a variação da taxa de juros do país ou um índice de inflação, ou ambas.

Como estes fundos buscam uma rentabilidade mais elevada do que a dos fundos DI, trabalham com um nível de risco também maior. De que maneira? Os gestores compram ativos prefixados ou pós-fixados, que podem ser títulos do Tesouro e do Banco Central, além de CDBs, RDBs e debêntures, dependendo da expectativa de queda ou elevação da taxa de juros do país.

Mas, diferentemente dos fundos referenciados DI, em que 80% dos títulos têm de ser obrigatoriamente de baixo risco, nos fundos de renda fixa não existe essa obrigatoriedade. Daí o risco maior.

Dentro desta categoria de fundos encontram-se os renda fixa tradicionais e os que embutem médio e alto risco, inserindo em suas carteiras ativos que oferecem uma maior probabilidade de ganho, mas que também podem representar perdas expressivas no patrimônio de seus clientes.

Também pelas regras da CVM, todos os fundos que operem com derivativos capazes resultar em perdas patrimoniais ou, em especial, levar à ocorrência de patrimônio líquido negativo, deverão conter esta advertência ao investidor logo na capa do prospecto e também em todo o material de divulgação.

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